quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O Diálogo

Fê Cunha
As vezes vale a pena escrever sobre as coisas que podem parecer banais, pois a banalidade com que lidamos com conceitos nos tira a possibilidade de reinventar a nossa própria história.
Uma expressão que até já entrou em todas as banalidades é o diálogo, você acha que não? Atualmente em problemas familiares, sociais e demais casos onde haja relacionamento de idéias, todo mundo coloca a culpa no diálogo. “Com diálogo a gente resolve”, sem ao menos saber o que é diálogo, sem ao menos saber encontrar o verdadeiro espírito da conversa consigo mesmo, sem pensar em ceder em algumas idéias para que possa haver o acordo mútuo e pensando apenas em si mesmo.
Na parte de relacionamentos, homem e mulher, os consultórios de psicologia estão sempre lotados de queixas de rigidez de conceito e da complexidade de se rever posições, pois o discurso é sempre de que as relações são competições e mudar de opinião geralmente é confundido com capitulação.
Contudo, o que se percebe, na maioria dos casos, é a eclosão de tudo o que não foi dito no decurso da relação.
E, se as pessoas se gostam e se desejam, por que a belicosidade? Nessa sociedade em que ainda hoje apresenta homens e mulheres como concorrentes acaba se utilizando desse espaço para mostrar um ao outro o sonho da superioridade, num eterno jogo de sedução e sujeição.
E, quando há competição, com certeza não existe o amor, que representa paz, serenidade e o encontro com o outro.
Engana-se quem pensa que diálogo é apenas uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas, ele é acima de tudo uma chance, uma oportunidade de fazer as coisas andarem as claras, para o mesmo lado, no mesmo sentido da vida, das idéias, dos objetivos, das vontades, do desejo e principalmente da felicidade.
Falar de questões delicadas que podem melindrar ou nos colocar cara a cara com nossas dificuldades, fragilidades e erros são os grandes nós das relações. Questões muito comuns e que, apesar da apologia que se faz do diálogo, muitas vezes são encobertas pelo silêncio.
Uma coisa importantíssima nisso tudo e que faz diferença, é a conversa consigo mesmo. Muitas pessoas reclamam que não há diálogo em sua vida familiar - marido, esposa ou filhos. Mas quando perguntamos se conversam consigo mesmas, fazem uma expressão de interrogação, como se dissessem: "Eu não sou louco!", ou ainda: "É necessário?". É importante e muito. Antes de desejarmos mais diálogo com outras pessoas, que acredito ser de fundamental importância para a comunicação e entendimento, precisamos aprender a desenvolver o diálogo interno, ou seja, conversar consigo mesmo.
A conversa consigo mesmo em uma relação a dois, é o passo mais importante para obter o autocontrole de suas ações. Você pode fazer esse diálogo escrevendo, falando alto ou em silêncio, o importante é conversar, conversar muito e assim ir identificando seus reais sentimentos e tudo que quer e não quer para você.
Portanto muito mais do que palavras, o diálogo sincero, objetivo e depois de realmente saber o que busca, é um estímulo para um encontro verdadeiro dos desejos que, ao caminharem para o mesmo destino se sustentarão numa troca constante. E, certamente, as diferenças de quaisquer ordens perderão o sentido competitivo e a cumplicidade será a força motriz para resgatar aspectos e sensações que ficaram perdidas pelo caminho.



“A felicidade vem para aqueles que choram;
Para aqueles que se machucam;
Para aqueles que buscam e tentam sempre;
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que estão em suas vidas“

ps.: * A foto é a melhooooor, hauauhaua*

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

É O Que Me Basta!

Fê Cunha
Certa vez percebi que só alcança a vitória quem luta bravamente em busca dela, assim é na vida, no emprego, na faculdade e também no dia a dia. O “Bola Murcha”, faz parte disso, começou como um programa de rádio na faculdade, que acabou se estendendo a site. A informação do mundo esportivo é o que importa, mas se engana quem acha que é só isso. Informação, vontade, amizade, companheirismo, interesse, descontração, aprendizado, discussão, idéias, bate papo, quebra pau... Ufa! A busca pela melhor forma de informar a todos.
Mas e a história de que se deve lutar para conquistar algo, onde fica? Está aí em cima, a necessidade por tudo isso faz as coisas andarem, o confronto de opiniões é produtivo. Eu me lembro de quando era criança, andava, andava, andava naquela bicicleta vermelha, grande pra minha idade, em compensação caia, caia, caia daquela bicicleta vermelha. De tanto a gente cair de bicicleta a gente aprende a andar, haja força de vontade. Dê-me uma hoje, ando pra cá, ando pra lá, tudo numa boa.
Não é necessário fazer coisas grandiosas que ajudem 10mil pessoas se mais ninguém apoia e nem da exemplo de nada. Não seria muito mais fácil cada um fazer um pouquinho? cada um mostrar vontade de mudança? literalmente, fazer a sua parte e ter conscientização? Para mim é, mas o que mais se vê, é imposto e burocracia por todos os lados, sufocando a população. O povo na real já nem sabe mais o que quer, tudo isso é um absurdo, lavagem cerebral geral na popualação nacional, que beleza heim?!. Eu até poderia dizer que a vontade move montanhas, mas na realidade não é preciso que elas se movam e sim abram as portas, para que as pessoas que mereçam, entrem e achem o que procuram. Claro, se é que essas pessoas sabem o que querem, não é?! É uma mudança de opinião geral. Para Presidente o povo elegeu Collor, que venha o Impeachment! E lá foi o povo tirar Collor, chega 2006 e lá vai Collor ao Senado Federal. Isso me deixa até tonto.
As coisas são tão loucas, o pobre trabalha, trabalha e continua pobre. O rico, quanto menos trabalha, mais ganha dinheiro. Têm coisas que realmente não entendo, por isso é melhor continuar aqui com o meu “Bola Murcha”, notícias de futebol pra cá, pra lá. Uma pessoa informada aqui, outra ali. É o que me basta, é o que eu posso fazer, minha parte de utilidade pública. Mas ainda vem muito mais por aí...


Ps.: *Programa BOLA MURCHA, todas as segundas-feiras,18:30hs, AO VIVO na Rádio IPA.*

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Senso Crítico

Fê Cunha
O Povo já introduziu ao seu dia a dia expressões que até podem no fundo representar algum tipo de ofensa aos demais, como comparações raciais ou preconceituosas no geral, mas o povo é livre para formar opiniões e refletir sobre elas, temos em nossas mãos uma grande arma contra todos os fatos que a nós são apresentados, isso é nosso senso crítico sobre os variados assuntos que nos rodeiam. Devemos aprender a amadurecer isto para que nunca possamos ser abordados com autoritarismo pelos demais que nos cercam.
Hoje em dia isso é uma coisa muito comum, é a tv que deseja eleger o presidente de seu gosto, é a revista que mostra apenas o ‘ lado ’ que lhe é interessante, é o comercial do produto que parece ser fantástico, mas que na verdade deixa a desejar. Hoje em dia é assim, tudo ao nosso redor é assim, por isso que devemos aperfeiçoar nosso senso crítico, saber ter opiniões próprias, por que ninguém pode nos tirar isso, mesmo que poderosos governantes ou até mesmo a secretaria dos direitos humanos queiram regular isso, é impossível, inimaginável, pois a censura hoje em dia é quase nula, até mesmo em expressões chulas que estamos acostumados a escutar por aí, elas estão ao nosso redor também, claro que não podem existir e serem usadas para ofender o próximo, mas ouve-se falar por todos os lados.
A Censura de termos que já se tornaram parte do nosso cotidiano é impossível, desde que não sejam ofensivas devem circular em nosso dia a dia, até para um melhor compreendimento e comunicação entre a sociedade.
Chris Marker, em Lettre de Sibérie, de 1961, demonstrou definitivamente a importância semântica, o domínio do comentário sobre as imagens: apresentou nesta obra três seqüências de imagens idênticas, comentadas de três maneiras diferentes – positiva, negativa e neutra – revelando assim, que é o comentário que impõe o sentido que o espectador dá as imagens. Mesmo que a imagem venha já criada, devemos absorver da informação só o que julgamos verdadeiro, como se fosse uma peneira, absorvendo o que presta e deixando de lado o que não tem importância ou que seja de mal gosto.
Os próprios meios de comunicação acabam entrando de certa forma propositalmente neste mundo, existe um habismo que designa a separação tradicional entre redação e publicidade.
Pois é, salve! salve! As vacas magras chegaram e o dinheiro fala mais alto. Se a tal empresa patrocina determinada emisora, ela se torna intocavel, isso mesmo intocavel, poxa vida tchê! como você poderá reclamar ou criticar uma empresa que ajuda a sua publicação a viver através do dinheiro que ela paga? é tudo uma bola de neve!
Unindo tudo isso citado, nota-se a importância do tal senso crítico, todas as notícias, comerciais, elogios, retalhações e argumentos sempre devem ser vistos com dois olhos, por que muita gente quando informa, está com um olho no dinheiro e o outro também.

domingo, 28 de janeiro de 2007

O Copo D'água

Fê Cunha
Tudo tem seu fim, muitas vezes não o aceitamos mas... tudo tem sim o seu fim. O dia acaba, a noite acaba, o mês, o ano, o show, a festa, o relacionamento, a vida também acaba e vejam bem, até o copo de água acaba. Pô! água é melhor que refrigerante, leite e até cerveja. Mas o que é a água? Água: substância líquida que parece incolor a olho nú em pequenas quantidades, inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida, composta por hidrogénio e oxigénio. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, encontrando-se principalmente nos oceanos e calota polares, mas também noutros locais em forma de nuvens, água de chuva, rios, aquíferos ou gelo.
Muito bem, muito bem, cerca de dois terços da superfície da Terra está coberta por água. A água é tudo para todos, já se viu alguém dizer que não gosta de água? Ah sim, você deve ter pensado no Zeca Pagodinho não é? Bom, eu não acredito que ele não beba, mas... cada um, cada um.
Se formos parar para pensar, muita coisa é relacionada a água, quem nunca falou, “você está fazendo tempestade em copo d’agua”, e naquele comercial que indaga a parte filosófica “o copo está meio cheio ou meio vazio”, tá, tá, eu sei que o comercial é da coca-cola mas eu preferia que fosse de água. Quando eu era pequeno varias vezes estava morrendo de sede e dai abria a geladeira e pegava um refrigerante, minha mãe gritava, “refrigerante não mata a sede guri, vai tomar água”, ô beleza heim! Ela que tinha razão, ainda por cima refrigerante da celulite e água não, hehe.
Existe um poema da Ana Alice Zanettini, que se chama copo d’agua:



O copo d'água sobre a mesa, insípida e cristalina.
Entre a lâmpada e a flor, passeia-lhe a superfície o
raio da luz, emanando as cores vibrantes do arco-íris...
Um espetáculo transparente da natureza.

A água que toca os meus lábios, saciando minha sede.
Meus pensamentos distantes, delineiam imagens;
Bailando a alma o prazer de amar.
Sobre a luz calma, de surpresa e sem aviso;
Escorre dos meus olhos gotas d'águas, borrando
a carta que escrevia.

Entre as lágrimas e a tinta uma aquarela respingada...
Pois naqueles respingos sua imagem refletia através
dos reflexos da superfície do copo d'água.
Os pingos das lágrimas escorrendo dos meus olhos,
rimava a candidez; entre o lúdico, o lúcido e o líquido.

Consterno as saudades que são alheias a minha vontade.
Com o coração saudoso, um sorriso pela metade...
Ressoando o eco ao sentir as dores da saudade.
Recosto o copo d'água em meus lábios saciando minha sede.



Bom, água é a melhor coisa que existe em todo o mundo e não me deixa de ressaca depois, só a água ardente claro. Ahhhhh... E o copo pra mim está sempre meio cheio viu?! Pensamento positivo sempre e que o meu 2007 seja meio cheio de novidades e também realizações!