terça-feira, 4 de novembro de 2008







segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Blog Mudou

BLOG MUDOU PARA

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Oportunismo ou Oportunidade?

O Capitalismo Esportivo
Fê Cunha



O esporte profissional se tornou um dos maiores espetáculos da cultura da mídia de massa. A exposição de certos esportes fez com que determinados atletas recebam grande destaque, seja por suas habilidades esportivas ou suas atividades dentro e fora das competições.

Pelo fato de representar um dos mais importantes fenômenos sociais, diversas empresas usam o esporte como uma ferramenta para aumentar sua popularidade. Ainda, transformam um esportista profissional em estrela e passam a imagem de que é o equipamento usado por ele, o responsável pela eficiência do atleta, o que traz grande sucesso em suas vendas. Essa estratégia é usada também por empresas que não possuem relação direta com o esporte, como bancos, títulos de capitalização e construtoras, por exemplo.

O esporte profissional constituía, no passado, um evento que dava às pessoas senso de comunidade e orgulho. Para os participantes, a alegria de um simples jogo para uma platéia de milhares de pessoas era mais do que uma compensação.

A indústria do esporte profissional atualmente representa um negócio repleto de oportunidades. Os próprios clubes fazem com que sua marca esteja nos mais diversos lugares e acessórios que vai muito além de calções e camisetas, chegando a todo o tipo de vestuário, artigos de escritório, cama, mesa, banho, além de outros produtos e serviços. O esporte é parte indissociável da vida contemporânea e objeto de consumo de todas as classes da sociedade brasileira. Os diversos produtos esportivos à disposição do consumidor e o consumo esportivo alcançam uma posição bastante importante na indústria de comércio.

Além disso, um consumidor pode acreditar que, comprando e usando o produto ou serviço, absorverá suas qualidades desejadas como num passe de mágica. Freqüentemente, mais importante que o reconhecimento do nome da marca, é aquilo que ela significa, as associações e a personalidade do espectador/usuário.

O jogo, outrora visto como diversão, cede lugar à realização de negócios. Os clubes, que antes nasciam da interação social e da vontade das comunidades, objetivam agora a formação e a venda de jogadores, sua principal fonte de renda e, efetivamente, o produto com maior taxa de lucro. A competição não mais se limita à quadra, ao campo, a piscina ou aos ringues, ela está presente em reuniões das maiores empresas, através da extensão do produto e da criação de novas fontes de receita.

No momento em que se conquista um campeonato ou uma medalha de ouro, há a divulgação e conseqüente a venda de produtos e técnicas, que parecem ser responsáveis pelo sucesso dos esportistas. O esporte se transformou não só em uma indústria de inegável poder econômico, ligada ao consumo de massa do esporte, como também em um componente forte de capitalismo.

domingo, 11 de maio de 2008

A Paixão Gaúcha Pelo Futebol

Fê Cunha


O sentimento de paixão dos gaúchos pelo futebol começa em 19 de julho de 1900, com a criação do Sport Club Rio Grande, primeiro clube brasileiro dedicado só ao futebol e mais antigo em atividade no País. Durante seus 108 anos, o Rio Grande ganhou alguns títulos importantes, como o Campeonato Gaúcho de 1936, lutou contra muitas dificuldades, sobreviveu a todas e jamais deixou de participar dos torneios pelo Estado, mesmo sob muitas adversidades. Esse foi o marco da relação mais que centenária dos gaúchos com o futebol.

A organização de fato do futebol no Rio Grande do Sul só veio quando o Sport Club Rio Grande completou 18 anos de existência. Em 1918, com a criação da Federação Riograndense de Desportes, que mais tarde viria a ser a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), como é explicado no site da entidade (http://www.fgf.com.br/portal/fgfhistorico.php). “Desde o início do século eram disputadas partidas amistosas, existiam muitas ligas e competições citadinas e regionais. Mas faltava uma entidade que comandasse o futebol gaúcho e organizasse o campeonato. No dia 18 de maio de 1918 foi fundada a Federação Riograndense de Desportos com a finalidade principal de congregar as associações desportivas e criar a disputa pelo título de campeão estadual. A reunião que marcou a criação da entidade aconteceu na sede da revista "A Máscara", no centro de Porto Alegre.

O primeiro presidente foi Aurélio de Lima Py, do Grêmio, que teve a tarefa de unir as várias ligas existentes para a disputa do primeiro campeonato estadual. A primeira competição, devido a uma forte epidemia de gripe, somente aconteceu em 1919. Os participantes foram Grêmio, Brasil de Pelotas e 14 de Julho de Livramento.

A Federação Riograndense de Desportos que transformou-se em Federação Gaúcha de Futebol já teve até hoje 22 presidentes e um interventor. O Dr.Aneron Corrêa de Oliveira é até agora o recordista na presidência da FGF. Ele comandou a entidade por 20 anos consecutivos.

O atual presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto Neto, empossado no dia 19 de janeiro de 2004.“.

Quem não é do Rio Grande do Sul e não conhece de perto a realidade esportiva do Estado sempre é levado a acreditar que a força do futebol gaúcho decorre exclusivamente da rivalidade entre Internacional e Grêmio. Essa conclusão, entretanto, não é capaz de explicar todas as circunstâncias que levaram os dois grandes times do Estado a grandes conquistas.

O Ex-Presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Emídio Perondi, tenta explicar esse motivo na FGF – Revista da Federação Gaúcha de Futebol, (1997, pg.03). “O futebol gaúcho não é grande por acaso, ou porque aqui surgem bons valores técnicos e alguns excepcionais administradores. Em certas circunstâncias, até os gênios ficam sem respostas para alguns enigmas.

No caso do nosso futebol, a cada ano se apresenta um desafio a ser vencido. Essa constante exigência de superação é que forja o caráter inabalável do desportista gaúcho” . Os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul, estão na capital, em sua rivalidade quase centenária o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (criado em 1903) e o Sport Club Internacional (em 1909), propagaram o futebol gaúcho por todos os cantos do planeta, em Peleia, Fabiano Baldasso e Carlos Guimarães (2007), citam a realização do primeiro Gre-Nal, que viria a ser o maior clássico do Estado. “Dois gigantes nasceram na primeira década do século XX. Um, em 1903. Outro, em 1909. Dois opostos. Os opostos se atraem. Dois semelhantes. Semelhantes que se repelem. Duas almas, duas entidades, duas paixões. Quando o Grêmio Football Portoalegrense e o Sport Club Internacional, precisamente às 15h23min do dia 18 de julho de 1909, deram o pontapé inicial para o primeiro jogo de futebol entre as duas agremiações, parte da história do Rio Grande do Sul estava mudando.” (Baldasso;Guimarães, 2007, pg.10).

Os dois clubes já foram campeãs mundiais interclubes, em 1983 o Grêmio pintou a América e o mundo de azul e em 2006 foi a vez do internacional atingir o ápice que um clube pode chegar. A grandeza das duas instituições e a paixão movida por suas torcidas faz com que os gaúchos digam ser a maior rivalidade do mundo, como é alegado em Peleia, Fabiano Baldasso e Carlos Guimarães (2007). “Por que a gente considera o Gre-Nal como o clássico de maior rivalidade do planeta? Certo, nós somos um pouco bairristas. Mas a palavra certa é uma só: Paixão. Somos completamente movidos por uma paixão construída ao longo de 100 anos de história. A história de um futebol com identidade, personalidade, autenticidade e singularidade.” (Baldasso;Guimarães, 2007, 148).

A paixão dos gaúchos pelo futebol é tão grande que faz com que o Estado pare quando ocorre um Gre-Nal, é comum ver ruas vazias, avenidas com baixo trafego de carros e os torcedores vidrados em frente à TV ou Rádio. Dois dos maiores cartões postais de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul pode ser conferido no jornal informativo especial, Zero Hora - O Melhor do Rio Grande (2006, pg.05) “Qual é o oposto do azul? Qualquer porto-alegrense responderia com naturalidade que é o vermelho, embora a resposta pudesse parecer absurda para alguém de fora do Estado. “Azul não tem antônimo”, retrucaria um visitante desavisado. Mas quem nasce ou adota Porto Alegre como moradia sabe que uma paixão move os gaúchos. Uma paixão dividida em duas cores, enraizada na cultura e no sentimento de sua população. É o Gre-Nal, a partida entre os dois maiores clubes do Estado.

Embora Grêmio e Inter tenham torcedores espalhados pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil, é em Porto Alegre que culmina a rivalidade. Seja no Olímpico ou no Beira-Rio, o Gre-Nal é um espetáculo de cores, caras pintadas, bandeiras, emoções e comemorações. Uma partida mais apaixonada e fervorosa do que qualquer outra de dois times, mesmo que não esteja valendo a taça, liderança ou classificação em um Campeonato Gaúcho ou Brasileiro, melhor ainda. Que colorado não lembra do Gre-Nal dos 5 a 2, quando o Inter manteve sua liderança no Brasileirão de 1997 após uma vitória de goleada no clássico, em plena casa do rival? E qual gremista poderia esquecer da final do Gauchão de 1977, quando o Grêmio ganhou de 1 a 0, quebrando uma hegemonia de oito anos de títulos consecutivos do principal adversário? Também marcaram época o chamada Gre-Nal do Século, vencido pelo Inter na semifinal do Brasileirão de 1988,e o Gre-Nal Farroupilha, que decidiu a taça citadina em favor do Grêmio em 1935. São partidas inesquecíveis, que fazem parte das boas memórias da vida de gremistas e colorados.

Sim, porque a rivalidade estabelecida entre os dois times é bem-vinda e torna-se uma constante na vida dos gaúchos. O Gre-Nal é tão importante que deixa saudade quando não ocorre por meses ou anos. O Rio Grande do Sul é o único Estado onde azul é oposto de vermelho. Mas uma cor precisa de outra para suscitar entre suas torcidas o sentimento mais apaixonado pelo futebol.”

O maior clássico do Rio Grande do Sul foi disputado 369 vezes, sendo 137 vitórias para o Internacional, 118 para o Grêmio e 114 empates. Já correram Gre-Nais em diversas competições além do Campeonato Gaúcho, como no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil, Copa Sul, Copa Sul-Minas, Seletiva para a Libertadores, entre outros.

Os dois clubes já conquistaram todos os títulos requeridos para que um clube possa ser chamado de grande. O Internacional, ou Colorado (como também é chamado) conquistou um Mundial Inter-Clubes FIFA, uma Taça Libertadores da América, três Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, 38 Campeonatos Gaúcho, entre outros. Já o Grêmio, ou Tricolor Gaúcho (como também é chamado), conquistou um Mundial Inter-Clubes, duas Taças Libertadores da América, dois Campeonatos Brasileiros, quatro Copas do Brasil, 35 Campeonatos Gaúchos, entre outros.

Outra citação sobre essa paixão pode ser conferida em Peleia, Fabiano Baldasso e Carlos Guimarães (2007). “Um Gre-Nal arruma a casa”, uma vez disse Ibsen Pinheiro. “O Grêmio não seria nada sem a grandeza do Internacional”, afirmou Rudi Armin Petry. “Eu nunca vi uma rivalidade como esta em toda a minha vida”, disse um andarilho deste mundo. Acreditamos em todos eles. O Gre-Nal é a razão de o Rio Grande do Sul ser tão apaixonado por futebol. (Baldasso;Guimarães, 2007, pg.11).

Além da dupla Gre-Nal, o Rio Grande do Sul tem vários clubes pequenos de tradição, com camisas reconhecidas pelos torcedores e que possuem vínculo sentimental com suas comunidades. Assim, o futebol não se resume a Grêmio e Internacional na TV. O amor ao futebol também é externado na beira da tela de estádios como o Bento Freitas (do Brasil de Pelotas, dono da maior torcida do interior do Estado), o Centenário (em Caxias do Sul), o Pedra Moura (em Bagé) e tantos outros.

O futebol é cultuado por todo o interior e na capital. As competições internas são fortes, embora falte dinheiro para levantar muitos clubes considerados pequenos.

O futebol no Rio grande do Sul não é apenas contemplativo. Tanto no interior quanto na capital são extremamente difundidas as peladas, em campos de várzea ou quadras alugadas, além de inúmeros campeonatos amadores e envolvendo as categorias de base dos clubes. No interior do Rio Grande do Sul são famosas as competições que fazem parte as categorias de base dos clubes, em Alegrete, interior do estado, acontece o Encontro de Futebol Infantil Pan-Americano (Efipan), como é explicado no jornal informativo especial, Zero Hora - O Melhor do Rio Grande (2006). “O Encontro de Futebol Infantil Pan-Americano (Efipan) reúne desde 1980 o melhor do futebol infantil do Rio Grande do Sul, do Brasil e de países do Mercosul. Na sua primeira edição, já reuniu equipes como o Nacional de Montevidéu, Cerro Porteño, de Assunção, a Seleção de Buenos Aires, Palmeiras (SP), entre outros. O torneio é reconhecido pela Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Todos os anos, na primeira semana de janeiro, centenas de meninos com idades de até 13 anos deixam de lado parte do período de férias pela chance de brilhar no encontro. Já passaram pelo Efipan jogadores como Ronaldinho, do Barcelona, os argentinos Canigia e Tevez e o gaúcho Rafael Sóbis.

Por isso, não é raro ouvir alguém comentar que o encontro antecipa futuros craques. Para a arbitragem são chamados juízes de futebol de renome, como o representante brasileiro na Copa da Alemanha, Carlos Eugênio Simon.

A competição também premia os torcedores sempre com o primeiro Gre-Nal do ano. E, ao final do evento é escolhida a seleção Efipan e seu craque revelação.” (2006, pg.53).
Já em Santiago, ocorre a 20 anos a Copa Santiago de Futebol Juvenil, como é citada em Zero Hora - O Melhor do Rio Grande (2006). “Craques da bola são revelados na Copa Santiago de Futebol Juvenil desde 1998. O torneio conta com times do Mercosul e já foi prestigiado por equipes do México, do Japão e pela seleção juvenil da China. Já disputaram o torneio jogadores como Ronaldinho, Anderson Polga e Emerson.” (2006, pg.161).

Como podemos ver a força do futebol gaúcho não está apenas nas grandes conquistas. A origem de tudo está no esforço de todos para manter o futebol vivo em todos os gramados do estado, para deixar em evidência os considerados pequenos e cidades que não são consideradas pólos de futebol.

Em síntese, a importância de um país ou estado no cenário futebolístico não se faz apenas com muito dinheiro. É necessário um espírito coletivo que mantenha aceso o amor pelo futebol. É preciso que se mantenham todas as instituições, que reforcem esse vínculo emotivo com a bola. Por isso o trabalho dos pequenos também faz parte da história de sucesso da dupla Gre-Nal.

Em Peleia, Fabiano Baldasso e Carlos Guimarães, (2007), uma referência sobre o motivo da paixão gaúcha pelo futebol. “Uma história construída e permeada por batalhas, combates, façanhas e heróis. De um Estado que se orgulha de cantar o seu hino, que se orgulha de servir de modelo a toda terra, mostrando valor, constância, com um povo que tem virtude e jamais, jamais acaba por ser escravo.

Essa é a motivação. Bairrismo? De forma alguma. Apenas queremos mostrar a importância do nosso povo dentro do contexto brasileiro. E aí, voltamos para o começo de tudo. Há algo melhor do que futebol para explicar tudo isso? Certamente, nada mais apaixonante.” (2007, pg.07).

A paixão do povo gaúcho pelo futebol eleva o esporte pelo mundo, divulgando o futebol não só gaúcho, mas brasileiro, suas peculiaridades, virtudes e principalmente emoção.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Mídia x Democracia

Mídia x Democracia

Fê Cunha

É bom tratar da democracia que muitos falam que vivemos, mas que na verdade não é uma democracia plena. Uma democracia que muitas vezes inexiste e que a população “aceita”, por acreditar que tudo que acontece na mídia é de fato e de direito e por não estarem orientadas corretamente sobre o real dever dela. Outra citação importante a ser feita é das concessões que se misturam com proprietários, tamanha é a autoridade e a indiferença que tratam a população. O direito do povo não é respeitado e em grande parte das vezes que tem voz ativa na mídia, seu espaço é aberto para exploração de sua imagem. Como todos sabemos, um fato que eleva audiência é a desgraça alheia, essa é uma das horas abertas ao povo participar. Essa feroz guerra por ibope prejudica a qualidade das mídias e em nada contribui em sua democratização, ou seja, com o direito de fato da população.

No contexto e caracterização da mídia brasileira a concessão tem suas regras, suas leis que “tentam” impedir pessoa ou entidade de ter participação em mais de 10 emissoras de televisão. De qualquer forma o monopólio é evidente, interessante á a citação de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Sobrinho, 1997, p.13), explicando que uma coisa parte de outra e ao mesmo tempo, todas do mesmo pressuposto: ser dócil com o governo. O jornal sendo dócil com o governo tem grandes chances de ganhar concessão de rádio, sendo dócil nos dois, pode ganhar uma canal na televisão e sendo um dócil generalizado, chega aos canais de televisão a cabo, a idéia principal de democracia era essa? A de favorecer para ser favorecido, a de se submeter para crescer e ao mesmo tempo monopolizar?.

No mundo midiático a interação mídia-população é algo muito forte, todas as mídias ditam os assuntos pertinentes na vida social de seus usuários, o povo. São políticos, empresas e celebridades que usufruem da mídia para estarem na boca da população, consequentemente atingirem seus objetivos, essa agenda setting é normal no dia a dia de todos, muitos não as notam, mas ela nunca deixou de existir, a mídia que elege governantes e “vende” determinada marca.

Dentro de mídias, seja ela televisão, rádio ou impresso é difícil haver pluralidade e autonomia plena de seus funcionários, todos devem agir de acordo com a linha da organização, que consequentemente segue a linha de seus patrocinadores ou apoiadores, é ingenuidade dizer que há democracia e liberdade de expressão dentro das redações, tudo deve passar pela triagem editorial do órgão. O crescimento da web informativa se dá muitas vezes em torno disso, através de um campo infinito para atitudes, idéias e projetos que podem ser colocados em prática e muitas vezes sem a repressão editorial, a mídia eletrônica mostra a oportunidade da pauta livre e o desenvolvimento independente de notícias e assuntos. O foco torna o feeling mais importante e a busca por informações novas mais crua, mais livre. Em termos de mídia em geral as coisas não deveriam funcionar dessa forma, a democracia das mídias e também da população diz haver espaço para a expressão popular, em qualquer mídia, mas segue o monopólio e autonomia de quem agenda e dita o que deve estar na boca da nação.

A mudança dessa consciência de desinformação da população sobre seus direitos sofrerá alguma mudança apenas com a educação, o povo não tem instrução de democracia de fato. Para uns, democracia pode ser exemplo de falar o que quiser, agir como quiser, mas não é isso. A liberdade de expressão deveria existir e a compreensão do povo mais clara, com uma boa educação o próprio povo teria esse senso mais aguçado e poderia buscar seus direitos com consciência. Para as mídias, resta o repudio e a desconfiança de quem sabe o seu dever e o seu real papel perante a sociedade.

domingo, 30 de março de 2008

Reflexus

Reflexus
Fê Cunha


Agora vá respirar
Você tem muito tempo para sonhar
Torne-se amigo da adversidade
Ou você nunca será feliz
E um dia verá
Que a vida é muito curta para chorar
Seja você mesmo, que jamais irá se magoar
Retire do fundo o que você pode
e assim, poderá voar

sexta-feira, 28 de março de 2008

2008

2008, ano que entrarei em um bom serviço, que encontrarei a mulher da minha vida, que ganharei na Mega-sena, que terei estabilidade e principalmente, continuarei com a mania de sonhar e ter o pensamento positivo, como em todos os anos que se iniciam. Amém!
Fê Cunha

quinta-feira, 27 de março de 2008

Nem Tudo Que Reluz é Ouro

Nem Tudo Que Reluz é Ouro

Fe Cunha

Estão definidos os classificados do Campeonato Gaúcho 2008. Ao longo da primeira fase se ouviu falar muitas coisas que devem ser analisadas neste momento. Como todos sabem o Juventude é conhecido com a terceira força do estado que horas é vermelho, outrora azul. Neste campeonato o que se viu foi um Ju cambaleante, com o fraco aproveitamento de 47,6%, pior campanha entre os classificados, mas que revelou para o grande publico o atacante Mendes, artilheiro da competição até aqui com nove gols.

Muitos dos que estão lendo neste momento associam a classificação do clube caxiense ao Internacional. Afinal, foram seis pontos conquistados diante do que a imprensa gaúcha havia batizado, erroneamente, de carrossel colorado. Pra mim, a denominação usada pelo brinquedo dos parques de diversão pode ficticiamente ser atribuída apenas à seleção holandesa, de Johan Cruiff ou à novela do SBT, nada além disso.

Outro grande exagero é falar que jogos do Juventude contra a dupla Gre-Nal é clássico, isso é um absurdo, semelhante a dizer que Romário foi melhor que Pelé, por exemplo. Coisas do futebol, proporções infinitamente desiguais, mas que a mídia insiste em enaltecer para promover as partidas. O FATO é: Contra o colorado da capital existe uma richa, o bicho é triplicado, as palestras de motivação são mais fortes e o brio dos jogadores são colocados a prova. Inter x Juventude, sinal de copa do mundo para os caxienses. Contra o tricolor é mais um jogo, e ainda há a real conformidade de grandezas.

Nossa imprensa tem mania de apelidar, de batizar determinados momentos, seja carrossel, amarelar ou a famosa touca. Para acabar de uma vez por todas com a filosofia de que Juventude x Inter e Juventude x Grêmio é clássico, gostaria que o time caxiense tivesse ficado em terceiro lugar na classificação, assim teríamos, possivelmente, o também denominado Juve-Nal nas semi-finais, eu apostaria uma caixa de cerveja no colorado, mas como não deu, denominações a parte, vou beber as custas do Grêmio, algum dos que dizem que Juventude x Grêmio é clássico se habilita?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008







quinta-feira, 18 de outubro de 2007



domingo, 11 de março de 2007

Recesso






Em Recesso... zZzZzZzZzZzZzzzzzzz

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Caiu o Império Caldas Jr.

Record compra rádios e TV Guaíba


Foi confirmada na noite da quarta-feira (21/02) a venda de três veículos do Sistema Guaíba - Correio do Povo, grupo gaúcho de comunicação, para a Record. A televisão Guaíba e as rádios AM e FM de mesmo nome, todos sediados em Porto Alegre, passaram para o controle do grupo do bispo Edir Macedo, que também é líder da Igreja Universal do Reino de Deus. O jornal Correio do Povo e os veículos online do grupo gaúcho não foram incluídos na negociação.
Em entrevista ao Zero Hora, Carlos Ribeiro, diretor do Sistema Guaíba, não forneceu maiores detalhes sobre a negociação, apenas confirmou a venda. O valor da transação é especulado em cerca de R$ 100 milhões. Atualmente, a televisão Guaíba produz poucos programas, exibindo em boa parte de sua grade horárias atrações produzidas por terceiros que compram espaço de exibição na rede.
Uma das preocupações dos jornalistas gaúchos com a negociação é que a Record acabe com alguns desses programas, muitos deles tradicionais no estado, como o "Câmera Dois". Outro risco, manifestado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, é que ocorram demissões na Pampa, atual retransmissora da Record no estado, e que, sem produção própria expressiva, poderá enfrentar dificuldades após o fim da parceira com a emissora paulista. O contrato entre Pampa e Record termina no meio de 2008 para Porto Alegre e em 2009 para o interior do Rio Grande do Sul.

ARI
Ressalvando a impossibilidade fazer previsões em um momento que as negociações nem estão definidas, Ercy Pereira Torma, presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), avalia que a entrada da Record deve incentivar a competição no meio jornalístico do estado. "Se eles vêm interessados em investir na produção local, é provável que criem um núcleo de produção aqui. Não sei como isso se dá em outros estados, mas esse perfil se encaixaria adequadamente na disputa que a Record vem travando com a Globo em nível nacional", considerou o diretor.
Por outro lado, aponta, existe o risco das ações da Record prejudicarem a credibilidade conquistada pelo jornalismo da rádio AM e também a qualidade musical da rádio FM, que considera fazer "uma programação que não apela para a baixaria da mesma forma que as outras FM fazem. É provavelmente umas das melhores do Brasil".
Sobre a televisão, o diretor considera maléfico a perda de uma das últimas emissoras abertas independentes do Rio Grande do Sul, que tem uma produção voltada apenas para o público gaúcho. "É sempre ruim quando um estado não tem competência ou desejo para manter uma empresa, seja de mídia ou não. No processo você perde o foco, certamente quem vai dirigir a emissora será um pastor da Igreja Universal", considerou, ressalvando a possibilidade existente de algum dos três meios ser colocado a serviço da instituição.
Outro lado
A Record informou que não irá se pronunciar oficialmente sobre o fato. Na Pampa, todos os diretores ainda estão de folga devido o carnaval e não puderam ser localizados. Carlos Ribeiro, o diretor que responde pela Guaíba, não foi localizado até o fechamento desta nota.


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Fê Cunha
Perguntas e mais perguntas. Já não bastava Yeda encontrar um rombo quando assumiu o governo do estado, com montantes astronômicos de dividas, agora foi a vez da Guaíba ser vendida, empresa de TV e Rádio mais gaúcha de todas, a única que sempre sobreviveu sem ser uma filial do centro país. Dívidas e mais dívidas também? Só pode ser. Caldas Júnior empresa cuja falência chegou a ser pedida no início dos anos 80 e que renasceu sob o comando dos Ribeiro, família de exportadores de soja, há 21 anos atrás, já sem a Folha da Tarde e a Folha da Manhã, mas ainda com o Correio do Povo, a TV Guaíba e as rádios Guaíba AM e FM. Conseguirá os Ribeiro continuar o jornal Correio do Povo com mais de 250mil assinantes sem a ajuda do rádio e da tv, já que o bispo Macedo é o proprietário do jornal O Sul e a Zero Hora e Diário Gaúcho têm o super-apoio da RBS TV, retransmissora que se beneficia da audiência da TV Globo no Sul ? Esta é a pergunta que fica. Caiu o império Caldas Jr., pela segunda vez.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Revendo a Notícia.




Record e SBT se declaram vice-líderes




Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada nesta quinta (15/02) pela Folha de S. Paulo aponta que a Record ultrapassou o SBT como o segundo canal mais assistido da Grande São Paulo. Por sua vez, a emissora de Silvio Santos divulga em seu site pesquisa realizada pelo Ibope/Telereport, que atesta sua manutenção da vice-liderança com 17,4% contra 16,2% da Record. Seja lá qual for a pesquisa mais apurada, a emissora de Edir Macedo não pára de crescer e pode ultrapassar definitivamente o SBT em pouco tempo.Já no segundo semestre de 2005 a Record havia emparelhado com o SBT em termos de faturamento, mas não de audiência. Ao longo de 2006, a emissora de Macedo ultrapassou o faturamento da concorrente e cresceu sobre sua audiência. A pesquisa Datafolha aponta que entre 2005 e 2006 o SBT caiu de 16% para 8% como a emissora mais vista dos paulistanos e a Record subiu de 6% para 10% no mesmo período. Segundo o levantamento, a Cultura também alcançou 8%, mesmo patamar da rede de Silvio Santos.

A Pobreza
Fê Cunha

Isso tudo se faz reflexo na mudança da Record em sua grade de programação. A emissora Universal de Edir Macedo a cerca de três anos vem copiando a formula vencedora da grandona global que tem programas para crianças, algo para mulheres, filmes, esportes e novelas nacionais. O SBT continua sua forma de apostar em novelas mexicanas, programas de auditório adaptados de paises estrangeiros, além da apelação do final de semana com Gugu e cia - que todo mundo sabe que eu acho uma vergonha-. Até a vencedora novelinha jovem global “Malhação” que empilha ibope encima de ibope por mais de uma década foi copiada pela emissora Universal, ela ataca com a tal “Alta Estação”, que até vem rendendo, perto das mexicanas de Silvio. Na parte de notícias e jornalismo propriamente dito a Record tem dado de lavada também, o SBT achou que Ana Paula Padrão conseguiria erguer a emissora neste ponto, mas o que se viu foi ela afundando junto com todo o resto, já a Record está crescendo a cada semestre na parte jornalística, com programas bem estruturados. “Reformulamos o Jornal da Record, investimos em profissionais, repórteres para o jornalismo e construímos novos estúdios”, relatou o gerente nacional de comunicação da emissora, Ricardo Frota. Novamente, ponto para a Record.
Para estralhaçar de vez... Há poucos meses o SBT extinguiu sua assessoria de imprensa, o que dificultou todos os contatos entre mídia e a empresa. Assim fica bem difícil mesmo seu Silvio, ainda por cima tira emprego de colegas jornalistas.

Independente de qual emissora seja melhor, até por que o assunto não quer discutir esse mérito, o fato é que a Record está dando de lavada em mudança, mudança dentro dela, não é?! Por que seguir os passos da grandona global é bom para ganhar R$, mas será que algum dia alcançará o topo? Eu não sei, mas que uma copia que não inova dentro de um todo dificilmente alcança uma situação tão confortável e homogenia quanto seu foco, já se a contentação é obtida em ser segunda colocada eternamente, está no caminho certo com certeza. Afinal, já estamos cansados de porcarias mexicanas embaladas e da podridão da tv no domingão. Resumindo a Record está no caminho certo para ser uma eterna coadjuvante e para o SBT só há salvação se houver uma mudança radical, que realmente tenha inovação e principalmente audácia.

Ahhhh... só para fato de informação, alguém sabe como se faz o IBOPE?

O Ibope realiza suas pesquisas por meio de aparelhos colocados nos televisores de pessoas que aceitem participar, escolhidos na mesma proporção de diversidade da população geral. Assim, minuto a minuto, o instituto sabe a proporção de televisores ligados nos diferentes canais. Já o Datafolha realiza entrevistas nas ruas com cidadãos de diferentes camadas sociais, também proporcionalmente, perguntando individualmente qual é o canal que a pessoa mais assiste.
“Televisão é coisa séria demais para que suas pesquisas sejam feitas por institutos privados, tanto o Ibope quanto o Datafolha têm o interesse dos seus clientes. Com todo respeito ético, existe uma grande tendência à distorção”, avalia Brasil. “Ninguém duvida de uma estrutura como o IBGE, se existisse algo semelhante para avaliar as emissoras teríamos dados muito mais precisos”, concluiu ele.

Muito bem, explicado!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

A Importância do Comentário

***Esse Texto Não É Meu***
Texto retirado da seção "Em Pauta" do site de comunicação "Comunique-se"


A importância do comentário



Na quase totalidade dos portais, em que notícias ou artigos de opinião são postados, há o espaço destinado os comentários de navegadores. Alguns assuntos chegam a mais de cem comentários em curto espaço de tempo. Normalmente assuntos que atingem diretamente a uma classe, no caso do Comunique-se aos estudantes de jornalismo, jornalistas, radialistas, pessoal de apoio da imprensa, escritores e afins.
Mas que importância pode ter algum comentário, se o que foi postado não mudará? Se logo no dia seguinte entrará no mesmo espaço outro assunto? De um site “Idéias ao Vento” colho esta observação: “Os comentários feitos num blog ou site são como a água que move um moinho. Por meio deles pode-se buscar inspiração para escrever mais e mais”. Isto se tratando, a exemplo, de literatura ou temas constantes, como este que está na seção Em Pauta.
Mas, também abaixo das notícias, não só as que pessoalmente nos agradam ou desagradam, os comentários sugerem pautas a serem desenvolvidas. Se o espaço existe, há uma expectativa de manifestação de afeto ou carinho para com o autor, que não espera apenas um "É isso mesmo cara!" Ou então; "Você é burro, tá errado..."; ao comentar, a pessoa deve explicar a sua visão sobre o tema e conseqüentemente terá lido as opiniões anteriores, tendo assim, mais condições de formular suas idéias em relação ao tema abordado. Não tenha medo de desagradar, desde que com ética!
As idéias sofrem um natural intercâmbio, fundamental e fabuloso, e o conjunto de comentários serve-nos a ajustar também nossa opinião. O espaço aberto é um exemplo nítido de democracia, onde os cidadãos manifestam seus diferentes pontos de vista, desenvolvendo o espírito crítico das pessoas, quase todas sonhadoras de um mundo melhor. O comentário só não deve vir acobertado de ofensas pessoais. Discordar é válido, ofender não é mais um comentário. E ofensa nem sempre é um palavrão, as entrelinhas também ofendem!
Mas a pauta principal é o comentário, e para este que desejo chamar a atenção. Tenho navegado por todo este site, e outros, e assuntos tão interessantes que poderiam ser enriquecidos com comentários, estão lá como que abandonados. A realidade é que centenas e quiçá milhares lêem a notícia postada. Então por que razão uma boa parte não registra a leitura com um comentário? Preguiça? Não entendem do tema? Ou, o que mais entendo, é o medo de um contra-comentário de outros que mal educadamente discordam? Todos fazem parte também deste universo virtual, e não há o que temer das reações inesperadas de comentadores mal educados, radicais, ou que buscam besteirinhas para ridicularizar outros.
Não tenham medo de comentar, neste e em todos os demais textos, pois o seu comentário é muito importante!



texto de De: Seu Pedro, 59 anos, é o jornalista Pedro Diedrichs, DRT 398-BA, editor do jornal Vanguarda, de Guanambi, Bahia, poeta, escritor, humorista, voluntário social e tem o título de “Jornalista do Sertão”. Gosta de comentar tudo!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Saudade

Fê Cunha

Uma dos sentimentos mais duros é a saudade. Saudade de quem se foi, saudade de quem veio, foi e logo voltará, saudade do tempo que passou, que ficou no passado e que agora é lembrança. Muitas vezes a saudade tem reflexos de solidão, de amigos, namorado (a), familiares, ou seja lá o que for, pessoas ou coisas queridas que gostaríamos de ter por perto, mas não temos.
Muitas frases são sábias como no caso da distância que atrapalha relacionamentos, “A distância diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras.”. Isso até é verdade, mas dentro disso tudo com certeza haverá dias e dias de tristeza por causa da tal saudade. A casa da saudade é lá na memória que guarda momentos felizes que ficaram para trás. Eta vida, será que a saudade não existisse seria melhor? Talvez nem tivesse graça também, não é? Sei lá... Uma boa frase de Don Duarte. “A saudade é um sentimento do coração que vem da sensibilidade e não da razão.”. Pura verdade.
Notícia:
Uma lista compilada pela empresa britânica Today Translations com as opiniões de mil tradutores profissionais coloca a palavra "saudade", em português, como a sétima mais difícil do mundo para se traduzir.
A diretora da Today Translations, Jurga Ziliskiene, explica: "Provavelmente você pode olhar no dicionário e [...] encontrar o significado", disse. "Mas, mais importante que isso, são as experiências culturais [...] e a ênfase cultural das palavras."

Para terminar, um poema.

Saudade
(Tereza Cordioli)


Saudade sentimento que arde
Ao passar por ti, o corpo invade
Sem maldade, lhe rouba a paz
Molha o rosto com lagrimas que trás

Sorrir nesta hora se torna arte
Fingir ser feliz, também faz parte
De quem sente saudade voraz
E de te esquecer é incapaz

O seu olhar me traz alegria
O doce canto na aurora
Que por dentro me devora

A presença saudosa transcende em sonho
Contemplar-te dissipa o pranto
Pois meu amor é metamorfose do eterno

*Peço perdão pela pouca inspiração!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Infelizmente...

Infelizmente...



Infelizmente... hauauhauhauhuahuhaa hoje eu to sem inspiração e também sem muito tempo hehe... mas peço perdão :p.. Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão, Perdão... : (

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

A Busca!

Desde já, peço perdão por haver dias que a inspiração não está tão forte (hoje é um desses dias,hehe), então quando isso acontecer colocarei coisas velhas... Isso aqui faz uns 4 meses.



A Busca!
Fê Cunha

Quando você atravessou as nuvens
Pude ver a beleza de seu olhar
Ele era puro, inteligente e sincero.

Ele acabou se instalando em meus sonhos,
Em meus desejos mais profundos,
Em todas as horas do meu dia

Para invadir meu coração foi moleza
Afinal, mulher assim eu nunca conheci, puxa quanta diferença.
Ela tem qualidades fortes, como a amizade e a beleza.

Ah! Sua beleza, beleza única que um dia sonhei ter.
Viver com alguém dedicada, forte, batalhadora e ainda bela.
Puxa, logo vi! A mulher era aquela

A partir desse dia minha vida teve razão
Minhas manhãs desprovidas de calor e esperança
Hoje são de gratidão e satisfação

Para chegar nesses dias
Houve choro, incertezas e até burradas.
Mas o destino sabe que a dificuldade até o ápice só faz enaltecer a vitória.

Só vence quem acredita, tem fé e realmente entrega-se a causa.
Por que a realização é eterna, e o difícil seria a culpa...
Por não ter dado o melhor e seguido o caminho correto.

O caminho foi espinhoso, traiçoeiro e com buracos.
Mas será que realmente alguma coisa teria força para separar algo já marcado?
Além de marcado, dedicado, único e abençoado.

É... Impossível, união igual ser achada.
Não adianta! Lá nas estrelas tudo estava planejado.
O destino havia nos presenteado e bastávamos nós ajudá-lo.

Faltava um empurrãozinho, uns acertos aqui, ali... Pronto!
Encontravam-se duas pessoas fantásticas, fiéis e com garra.
Em busca de um sonho que a força de vontade fez o favor de concretizar.

Muitas madrugadas ficaram para trás e em claro
Pensando se teria como conquistara
A sinceridade soou, o coração bateu apertado.

A entrega mutua foi o resultado
Difícil de alcançar, mas hoje...
Com o gosto de que valeu a pena lutar

Fernando Cunha – 11/10/06 – 01:43 AM

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Eu...

Fê Cunha

Eu escrevo, por que o ar exige.
Eu viajo, por que o coração pede.
Eu brigo, por que o momento manda.
Eu vôo, por que as idéias me levam.
Eu choro, por que a alma está triste.
Eu canto, por que o estima subiu.
Eu me preocupo, por que o futuro é cinza.
Eu caminho, por que as pernas coordenam.
Eu vejo, por que tudo é claro.
Eu luto, por que vou conquistar.
Eu respiro, por que a vida guia.
Eu sou fiel, por que o amor existe.
Eu sou bobo, por que necessito rir.
Eu grito, por que desabafo o preso.
Eu xingo, por que a vontade domina.
Eu faço versos, por que a inspiração comanda.
Eu escrevo sem nexo, por que a hora chama.
Eu sou paciente, para um dia soltar.
Eu não odeio, por que não merece.
Eu sonho, por que eu tenho esperança.
Eu sou confiante, por que acredito.
Eu sou chato, por que a birra bate.
Eu sou atencioso, por que sou ouvinte.
Eu sou amigo, por que confio.
Eu tento ajudar, por que quero tudo bem.
Eu escuto, por que me interessa.
Eu vivo, por que vou ser.
Eu sou focado, por que vou conseguir.
Eu sou organizado, por que eu quero achar.
Eu imagino um futuro feliz, por que lá vou chegar.
Eu não gosto de esperar, por que meu negócio é agir.
Eu não deixo as palavras irem embora, por que no papel solto o meu eu mundo a fora.


Fazendo Versos
Quando a tristeza me abraça,
Eu faço versos chorando.
Quando a alegria entrelaça,
Eu faço versos cantando.
E assim, fazendo versos,
vou pela vida passando...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Motivo

Fê Cunha


O motivo de minha existência é por que o instante existe.
Atravesso noites e dias ao vento por acreditar no momento.
O tempo passa, minha vida passa, o sol, a noite, tudo pássaro.
Não sei se forte sou, se a luta que travo vale, se ela chega a algum lugar.
Se com ela desmorono ou edifico, se componho ou me desfaço se busco ou fico pelo caminho, no acaso.
A vida voa, cabe saber se a luta vale, ela é ritmada, se a corda corta a batalha está morta.
Difícil seria saber que o céu da liberdade onde bateu o coração já não existe mais, ficar sabendo que tudo que ele bateu foi em vão.
Tristeza seria se o futuro não chegasse, se o tempo não passasse e se com tudo isso eu não lembrasse e não fizesse planos para frente, esperando que o grande dia chegasse.
O dia que andaria, pelo compasso de quem cria os segundos, que faz acontecer, que faz realizar e emergir de dentro o sentimento de que a alegria possa emanar, se é que existe a fração que dê segmento a vontade de mudar, a vontade de criar, de desenvolver tudo que passa em meu olhar.
O sonho é livre e a causa requer o improviso para que quando se escreva possa colocar no papel o que se busca, sem avareza, mas pelo simples fato da alegria, fazendo com que ela te fortaleça.
Faça realizar o objetivo, tudo dependerá da maneira que encara a vida, da vontade até a realização suprema, de quem busca, mas que pode se perder no caminho dos obstáculos.
Força, força, para derrubar o leão de cada dia!!!